Dons transformados em solidariedade

Com agulha e fio de crochê nas mãos, Maristela de Carvalho mostra habilidade ao trançar os pontos. O dom para o artesanato surgiu aos sete anos, uma paixão transmitida pela avó. A aptidão manual não para por aí, ela também é cozinheira e dá aulas de pintura e gastronomia. Mas seu maior talento é transformar tudo isso em solidariedade.

Há 30 anos, Maristela atua como voluntária. Sua primeira ação foi ensinar mulheres de uma casa de recuperação a fazer bijuterias e crochê, em Pirassununga, no interior de São Paulo. Quando se mudou para o Paraná, começou a dar aulas de pintura. Hoje, morando em Joinville, Maristela também passou a dar curso de gastronomia para haitianos e participar do grupo “Um Polvo de Amor” que atua mensalmente no Hospital Infantil.

Diariamente, Maristela dedica seu tempo para confeccionar polvos de crochê para presentear os pacientes do Hospital Infantil. Além de produzir o artesanato, ela ensina crochê para as voluntárias do grupo. Uma das grandes diferenças na produção da voluntária não está nos pontos bem trançados: “Eu oro por cada polvo que faço para Deus abençoar a criança que vai receber”, revela.

Por onde passa, Maristela deixa um pouco de si ao compartilhar seus dons com outras pessoas. Para ela, é gratificante apoiar e dividir o que sabe com o próximo. Mais que satisfação em praticar a caridade, sua recompensa é o carinho de quem recebe sua ajuda. “Não há dinheiro no mundo que pague a sensação de se sentir amada”, resume a voluntária.

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Corações solidários (16)

Os pacientes dos setores de internação do Hospital Infantil foram presenteados com diversos brinquedos doados pelo Projeto Elas. Os itens foram arrecadados pelas voluntárias do grupo junto à comunidade. Entre os brinquedos, 50 bonecas foram reformadas para serem entregues às crianças.

O pintor de sorrisos

Na brinquedoteca com armários coloridos, as pequenas mesas estavam forradas para abrigar potes de tinta, pincéis e telas em branco. Era dia de pintura no setor de Oncologia do Hospital Infantil e as crianças começaram a chegar para brincar de ser artista. O comandante da brincadeira se divertiu tanto quanto os pequenos pintores. Rondineli Soares de Souza não é artista, professor ou recreador infantil. Naquela tarde, sua missão foi a de levar alegria como voluntário.

Bem distante das artes visuais, Rondineli é coordenador do Centro de Controle de Operações da Litoral Sul – Arteris, onde trabalha há 10 anos. Desde 2015, motivado pelo programa de responsabilidade social da empresa, ele atua como voluntário no Hospital Infantil. “Proporcionar momentos de felicidade é o que me faz ser voluntário”, resume Rondineli.

O sentimento de carinho com as crianças vai além do voluntariado, tendo relação com seu maior sonho, que é ser pai novamente. Rondineli tem um filho do primeiro casamento e sua esposa também tem uma filha. Entretanto, o casal quer aumentar a família, realizando o sonho de ter mais um filho. Enquanto isso, ele muda a história de muitas pessoas por meio do voluntariado.

Ao final da brincadeira, as telas brancas ganharam formas, tons e texturas que as deixaram coloridas e cheias de vida. Entretanto, naquela tarde, mais que cores em uma obra de arte, Rondineli e os voluntários da Litoral Sul – Arteris ajudaram a colorir sorrisos com a solidariedade.

Corações solidários (14)

Para realizar o desejo do paciente Vani dos Passos Junior, 15 anos, que faz tratamento no setor de Oncologia do Hospital Infantil, a instituição contou com a solidariedade do Márcio Vargas Cabeleireiros. O salão de beleza disponibilizou um profissional para cortar o cabelo do garoto que ganhou um corte novo. Ainda que tímido, o adolescente aprovou seu novo visual.