Corações solidários (28)

O apoio da Transville Transportes e Serviços é de grande importância para o Hospital Infantil. Em uma de suas doações mais recentes, a empresa realizou o fretamento de uma incubadora e outros itens que estavam no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, até o Hospital Infantil, em Joinville. “A Transville fica muito feliz em ajudar! Entendemos a causa onde o amor é o motivo de todo o trabalho. Com certeza seremos parceiros do Hospital Infantil, transportando sonhos, projetos, realizações e, o principal, amor”, afirma Diogo Patrício da Silva, colaborador da empresa.

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Costurando o bem

Bastava entrar na brinquedoteca para notar o sorriso de Lucemara Pensky Narloch. Nas mesas, crianças e mães se divertiam montando chaveiros de patchwork. Gatinhos, corujas, baleias e dinossauros: opções não faltavam para uma tarde divertida. Todo mês, Lucemara, sua irmã e uma amiga de infância chegam ao Hospital Infantil com seus bonecos, agulhas, linhas e acessórios para artesanato. Apesar dos aparatos, o que mais levam aos pacientes e suas famílias é o carinho.

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A paixão pelo artesanato surgiu logo cedo, incentivada pela mãe e pelo pai. Seja pintura, costura ou crochê, as atividades manuais fazem parte da família de Lucemara. Quando seu filho cresceu e foi estudar fora, ela entendeu que deveria doar parte de seu tempo a alguma causa especial, e viu no artesanato uma opção. “Minha maior motivação foi querer fazer algo que me deixasse feliz e fizesse alguém feliz”, explica.

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O voluntariado no Hospital Infantil iniciou há quatro anos, com a doação de travesseiros tipo naninhas para o Dia das Crianças. Depois disso, a relação entre o grupo Naninhas do Bem e o Hospital Infantil só cresceu, chegando então às oficinas de chaveiros. Formada em Ciências Contábeis, Lucemara atua no setor financeiro da empresa da família e, após encerrar o expediente, se dedica à confecção das peças que o grupo traz no dia da ação no Hospital.

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Determinada a fazer sempre o melhor, antes de chegar ao Hospital pensa em tudo que aprendeu com sua avó, seu pai e sua mãe. Pensa também em seu marido, grande apoiador do projeto, e em seu filho. “Quando venho para cá, vem toda família no meu coração”, conta. O amor pelo voluntariado junto com o amor por sua família faz Lucemara crescer a cada dia. “Ser voluntária para mim é me doar para algo que não tem preço e nem palavras para explicar”, afirma. Por isso, seu grande sonho é expandir o projeto e o grupo Naninhas do Bem.

O estudante da alegria

Nariz de palhaço e bolinhas de sabão fazem parte da rotina do estudante de medicina Vinícius Santos Balzer. A cada 15 dias, Vinícius se transforma em Giraffales e leva uma dose de alegria para os pacientes do Hospital Infantil. Junto com a trupe da Palhaçoterapia brincam e cantam para ganhar um sorriso das crianças. Para ele, o ditado que diz que rir é o melhor remédio é coisa séria.

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Inspirado pelos colegas da Univille que já participavam do projeto, Vinicius se interessou pela possibilidade de conhecer o hospital por outro ângulo. Como estudante, acredita que a proposta de humanização que o projeto traz fará total diferença em seu futuro profissional. “Vou ver a pessoa como um todo, não só a doença, mas considerar os sentimentos”, explica.

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Como voluntário, toda vez que entra no hospital, tem a meta de levar alegria não só para as crianças, mas também aos familiares. “Meu sonho, não importa onde eu esteja, é olhar para traz e ver que valeu a pena, que eu fiz o que eu podia fazer, que fiz o bem”, conta. Nas visitas realizadas, muitos momentos marcaram o jovem e foram peças fundamentais para fazê-lo perceber que está fazendo a coisa certa.

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A maior motivação de Vinícius para ser voluntário vem do sorriso que ganha de cada criança e as lições que aprende após cada ação. “Eu sei que no momento em que entrei no quarto eu fiz o bem e deixei uma pessoa sorrindo, mas só depois que chego em casa e começo a refletir, eu percebo que realmente fiz a diferença e quero continuar fazendo”, afirma.